Todas as Embalagens de Medicamentos vão passar a ser seladas

Para evitar falsificação e adulteração de medicamentos estão a ser desenvolvidos novos dispositivos de segurança. As embalagens de medicamentos vão passar a ser seladas para impedir eventuais adulterações e terão novos códigos de barras. Estas medidas vêm no sentido de evitar um problema que assume cada vez mais uma dimensão mais preocupante a nível internacional: a contrafacção de medicamentos. Prevê-se que estas medidas entrem em vigor a partir de Fevereiro de 2019.

Garantir a segurança, a eficácia e a integridade dos medicamentos e a sua rastreabilidade ao longo de todo o circuito é o objectivo deste sistema que tem por base um regulamento europeu e que vai implicar elevados investimentos em novos equipamentos e em sistemas informáticos mais complexos, como foi afirmado pelo presidente da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), João Almeida Lopes. De realçar que o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, já assegurou o apoio técnico e político do Governo para a concretização deste importante projecto


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Os novos dispositivos serão enquadrados dentro do Sistema de Verificação de Medicamentos, de onde surgiu a elaboração de um memorando de entendimento entre várias organizações do sector em Portugal: Apifarma, Associação Nacional de Farmácias, Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares, Associação de Grossistas de Produtos Químicos, Farmacêuticos e Associação de Farmácias de Portugal. Este documento que já foi assinado por todas as partes envolvidas, especifica que este novo sistema, além de vir a fornecer informações detalhadas sobre os produtos falsificados encontrados no mercado, poderá vir a contribuir para reduzir o número de pedidos de comparticipação fraudulentos e vir a conseguir maior eficiência nos procedimentos de devolução de produtos. Sendo que, a compra de medicamentos através da Internet é a que tem levantado mais problemas de segurança a nível internacional. A Organização Mundial de Saúde estima que os medicamentos categorizados como falsificados (todos os produtos fabricados, vendidos ou distribuídos fora dos canais autorizados) representem já cerca de 10% do total. De notar que na última operação internacional de combate a este fenómeno (Pangea IX), decorrido entre Maio e Junho, foram apreendidas em Portugal mais de 24 mil unidades de medicamentos ilegais e falsificados, com os analgésicos e antipiréticos no topo da lista. 

Desta forma, prevê-se a criação de um identificador com um número de série único (código de barras bidimensional) e um novo dispositivo de prevenção de adulterações (selagem) de forma a garantir que as embalagens não serão abertas e os medicamentos não serão alterados.

Fonte: Artigo retirado do site: www.atlasdasaude.pt/publico (versão dia 18 Outubro 2016)